24 maio 2015

Diferença entre medicamentos genéricos e de marca é explicada por Vigilância Sanitária


A partir de 2000 houve uma revolução no mercado farmacêutico brasileiro com a introdução dos remédios genéricos. Mas essa era uma discussão que começou no século XX e, nos anos 70, ganhou força e se consolidou. Apesar de estar nas prateleiras das farmácias há mais de uma década, há pessoas que ainda têm dúvidas na hora de escolher entre um genérico e um de referência, apesar do preço do primeiro ser mais acessível e com valores que fazem a diferença no bolso.

A introdução dos genéricos no mercado facilitou o acesso das pessoas aos medicamentos. Mas isso, foi realizado com responsabilidade pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo assegura a gerente de Medicamentos da Vigilância Sanitária Estadual, Ianara Acioli. Isso porque, de acordo com a especialista, a Anvisa optou por oferecer remédios com qualidade, seguros e eficazes, comprovados através da realização de testes.

“Um medicamento inovador registrado no Brasil é considerado de referência, além de ter sua segurança e qualidade comprovados cientificamente ao ser registrado na Anvisa. Outra questão é que são realizados investimentos em pesquisas para desenvolvê-los e na sua divulgação. Já os genéricos contém o mesmo fármaco (princípio ativo), mesma dose e forma farmacêutica e são administrados na mesma via e com a mesma indicação terapêutica do referenciado”, explica Iana Acioli.

Sem Contra Indicação – A gerente de Medicamentos da Vigilância Sanitária Estadual informou que a população pode fazer uso dos genéricos, sem causar qualquer problema à saúde e, inclusive, pode haver troca entre um produto e outro, desde que não haja restrição determinada pelo médico. “O que difere o genérico do de referência são os investimentos que são feitos em pesquisa e divulgação. Mas o genérico tem a mesma garantia e eficácia do medicamento de referência”, salienta Ianara.

Um alerta para população que faz uso dos genéricos é ficar atenta à embalagem, que sempre vem com um G e tarja amarela e observar o princípio ativo do medicamento. Quanto ao seu preço ser inferior ao referenciado, Ianara explica que se deve ao fato dos fabricantes não necessitarem fazer investimentos em pesquisa para seu desenvolvimento, uma vez que as formulações estão definidas pelos medicamentos de referência.

“A população pode ficar tranquila ao adquirir medicamentos genéricos, por que ele é produzido com segurança, qualidade e tem a mesma eficácia”, frisa Ianara. Acrescentando que se houver indicação médica de que não pode haver substituição, o farmacêutico de forma alguma pode fazer a alteração. Além dos genéricos tem o similar e o similar equivalente, que também podem ser usados sem problemas.

Preço em primeiro lugar – Nas farmácias os medicamentos estão expostos nas prateleiras e, entre eles, os genéricos se destacam, em especial nas que são voltadas para o trabalhador. A farmacêutica Juliana de Melo revelou que é grande a procura pelos genéricos em especial, os que são destinados ao tratamento da pressão alta e diabetes. O preço é o que faz a diferença no momento de escolher a compra, após receber a indicação médica.

A dona de casa Maria Nilda Santos, é uma das que não abre mão dos medicamentos genéricos. Desde um simples comprimido para dor de cabeça a um destinado ao tratamento das dores no estômago que sente, sempre compra o dessa linha. E, segundo ela, a escolha se deve principalmente ao valor dos produtos. “A diferença entre um genérico e um de referência é grande, então opto sempre por esse, porque faço economia e é seguro”, salienta.