13 maio 2011

Anvisa formará especialistas para as Vigilâncias de estados e municípios

Servidores de carreira das Vigilâncias Sanitárias das regiões metropolitanas de seis capitais, em um total de 300 profissionais, participarão de uma capacitação financiada pela Anvisa.

O curso de especialização de Gestão em Vigilância Sanitária foi definido por meio de uma articulação entre a Anvisa e os conselhos nacionais de secretários municipais (Conassems) e estaduais (Conass) de Saúde.


O anúncio da formatação e modelagem do curso aconteceu durante a quarta reunião pública da Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa, na tarde desta quinta-feira (12/5), na sede da Agência, em Brasília.A sala de reuniões onde aconteceu o encontro da Dicol foi inaugurada um dia antes, durante a posse do diretor Jaime Moura de Oliveira e a condução do diretor Dirceu Barbano à presidência da Anvisa.

Segundo a diretora Maria Cecília Brito Martins, cuja área técnica estruturou o curso, “a grande complexidade envolvida na tomada de decisão em Vigilância Sanitária exige conhecimento”.


A especialização começará no próximo mês de outubro e terá duração de onze meses, com encontros presenciais e aulas à distância pelo Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa, ligado ao hospital de mesmo nome.

A formação beneficiará 210 servidores das Vigilâncias Sanitárias dos municípios. As Vigilâncias estaduais poderão ter 60 inscritos e a Anvisa indicará 30 servidores dos seus quadros para o curso.

As aulas presenciais serão em Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Recife. O diretor Agenor Alvares questionou a não inclusão da região Norte neste primeiro momento.

Medicamentos específicos

A Diretoria da Anvisa decidiu, ainda, promover mais uma reunião técnica com o setor regulado sobre alguns pontos do futuro regulamento que atualizará a norma de medicamentos específicos.

A votação de uma proposta de resolução sobre os medicamentos específicos deveria ter ocorrido durante essa reunião pública. Porém, em sustentação oral, os representantes das empresas questionaram alguns aspectos.

Medicamentos específicos envolvem um elenco diferenciado para tratamento de saúde. Eles não podem ser submetidos aos testes de bioequivalência, aplicados aos medicamentos, por falta de outro produto para comparar.

Compõem a categoria dos medicamentos específicos as soluções parentais de grande e pequeno volume, as associações de vitaminas com aminoácidos e minerais, entre outros.

A reunião pública da Diretoria Colegiada foi aberta à participação presencial e transmitida em tempo real pela internet. 

Saiba Mais:Pauta da Reunião Pública

Ana Júlia Pinheiro